Volvo eleva lucro e vê melhora da demanda por caminhões na América Latina – Transporte Moderno

20/07/2026

A América Latina voltou a ganhar relevância na estratégia global da Volvo Group. Ao divulgar os resultados do segundo trimestre de 2026, a fabricante sueca afirmou que a demanda por caminhões continua avançando na América do Sul, movimento que, combinado à forte recuperação da América do Norte, reforça a expectativa de um mercado mais aquecido no segundo semestre.

“O desenvolvimento da demanda continua positivo na Europa e na América do Sul, enquanto a América do Norte apresentou uma recuperação mais forte”, afirmou o presidente e CEO da Volvo Group, Martin Lundstedt, ao comentar, em nota, os resultados do trimestre.

Embora a companhia não divulgue números específicos para a América Latina, a avaliação sobre a região ocorre em um momento em que o mercado brasileiro começa a mostrar sinais de estabilização após um período de menor ritmo de investimentos das transportadoras, pressionadas pelo custo do crédito e pelo ambiente econômico.

No segundo trimestre, os pedidos globais de caminhões da Volvo cresceram 33% em relação ao mesmo período de 2025. O principal destaque foi a América do Norte, onde as encomendas avançaram 122%, refletindo a retomada dos investimentos em renovação de frotas após um período de desaceleração do transporte de cargas.

Apesar da forte alta nos pedidos, a fabricante ressalta que as entregas de caminhões na região ainda permanecem abaixo das registradas um ano antes, indicando que a recuperação deve ocorrer de forma gradual ao longo dos próximos meses.

Resultado financeiro

A Volvo Group registrou receita líquida de 126,3 bilhões de coroas suecas no segundo trimestre de 2026, alta de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o crescimento orgânico, que exclui efeitos cambiais e aquisições, o avanço foi de 7%.

O lucro operacional ajustado atingiu 14,8 bilhões de coroas suecas, com margem operacional ajustada de 11,7%. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo aumento das vendas de veículos, crescimento dos serviços e ganhos de eficiência operacional.

A empresa informou ainda que conseguiu compensar parte dos impactos provocados pelo aumento dos custos de logística, matérias-primas e tarifas comerciais por meio de medidas de produtividade, disciplina de custos e ajustes comerciais.

A melhora das perspectivas levou a Volvo a revisar para cima sua estimativa para o mercado europeu de caminhões pesados em 2026, de 310 mil para 315 mil unidades. Para a América do Norte, a projeção foi mantida em 265 mil caminhões.

Brasil concentra operação latino-americana

Embora o balanço tenha alcance global, o Brasil ocupa posição estratégica dentro da operação latino-americana da Volvo. A fábrica de Curitiba (PR) é a maior unidade industrial da companhia fora da Suécia e funciona como base de produção e exportação para diversos mercados da região.

A unidade brasileira tem papel relevante principalmente nos segmentos de caminhões pesados para transporte de longa distância, mineração, construção e agronegócio, setores que concentram grande parte da demanda por veículos da marca.

Nos últimos anos, a Volvo ampliou os investimentos na operação brasileira, incluindo projetos voltados à eletrificação, conectividade e desenvolvimento de soluções para reduzir emissões no transporte de cargas.

A retomada gradual da demanda na América do Sul citada pela companhia indica um cenário mais favorável para o mercado regional, embora fatores como juros, disponibilidade de crédito e ritmo da atividade econômica ainda sejam determinantes para a renovação das frotas.

Para o mercado brasileiro, a expectativa é de que programas de financiamento, investimentos em infraestrutura e uma possível melhora das condições econômicas possam estimular novos negócios ao longo dos próximos trimestres.

Volvo em números – 2º trimestre de 2026

  • Receita líquida: 126,3 bilhões de coroas suecas
  • Crescimento orgânico: 7%
  • Lucro operacional ajustado: 14,8 bilhões de coroas suecas
  • Margem operacional ajustada: 11,7%
  • Pedidos globais de caminhões: alta de 33%
  • Pedidos na América do Norte: alta de 122%
  • Projeção do mercado europeu de caminhões pesados em 2026: 315 mil unidades
  • Projeção para a América do Norte em 2026: 265 mil unidades

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