Recorde de motos nas ruas reforça alerta sobre capacete e vestimenta de proteção

16/05/2026
recorde de motos vestimenta

A vestimenta especializada para motociclistas não é acessório opcional. Foto: oleg.ukr.kh.gmail.com para Depositphotos

O Brasil registrou em 2025 o maior volume de vendas de motocicletas desde 2003. Foram 2.197.851 unidades emplacadas, de acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Para 2026, a Fenabrave projeta que o número ultrapasse 2,4 milhões de motos comercializadas.

O crescimento do setor reforça um debate importante para a segurança viária: a necessidade de equipamentos adequados para quem pilota. Em um cenário de expansão acelerada, capacete certificado, jaqueta com proteção e itens voltados à visibilidade no trânsito passam a ser cada vez mais relevantes para reduzir lesões e preservar vidas.

Cada nova motocicleta nas ruas representa também um novo condutor ou condutora exposto aos riscos do trânsito diário, especialmente em deslocamentos urbanos intensos e rodovias movimentadas.

Motociclistas estão entre os mais vulneráveis

Dados do Ministério da Saúde e da Senatran apontam que motociclistas figuram entre os grupos com maior índice de vítimas em sinistros de trânsito no país.

Entre as lesões graves mais frequentes estão traumas em:

  • cabeça;
  • pescoço;
  • ombros;
  • cotovelos;
  • joelhos.

São justamente áreas que podem receber proteção adicional por meio de equipamentos apropriados.

Segundo informações, o uso de capacete de moto com certificação NBR 7471 ou ECE 22.06 pode reduzir o risco de lesão fatal em até 42%, com base em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Capacete certificado deve ser prioridade

Mais do que cumprir exigência legal, escolher um capacete regularizado e adequado ao uso diário é uma das decisões mais importantes para quem utiliza motocicleta.

Modelos certificados seguem critérios técnicos voltados à absorção de impacto, fixação e resistência, fatores essenciais em caso de queda ou colisão.

Marquinho, proprietário da Marquinho Motos, destaca a importância da orientação ao consumidor:

“A vestimenta correta para motociclistas já não pode ser tratada como opcional. Com o mercado de duas rodas em expansão acelerada, cresce também nossa responsabilidade como varejista especializado. Na Marquinho Motos, orientamos cada cliente sobre a importância da certificação do capacete e da proteção CE nas jaquetas, porque vender equipamento de segurança é, antes de tudo, um compromisso com a vida de quem pilota”.

Jaquetas técnicas ganham espaço

O mercado de vestuário motociclístico acompanha a expansão das vendas de motos. Fabricantes e lojas especializadas registram aumento na procura por jaquetas técnicas.

Entre os modelos mais buscados estão:

  • jaquetas de couro, reconhecidas pela maior resistência à abrasão;
  • jaquetas têxteis, que priorizam leveza, ventilação e praticidade no uso urbano.

Materiais como Cordura e Kevlar aparecem como opções voltadas à combinação entre proteção e conforto térmico.

A escolha depende do perfil de uso. Quem roda longas distâncias tende a buscar maior resistência. Já usuários urbanos costumam priorizar conforto no dia a dia.

Visibilidade também salva vidas

Além da proteção física, a vestimenta adequada pode aumentar a percepção do motociclista por outros condutores.

Jaquetas com elementos refletivos ou cores chamativas ajudam em situações de:

  • chuva;
  • neblina;
  • trânsito noturno;
  • baixa luminosidade.

Nesses cenários, ser visto rapidamente pode fazer diferença para evitar colisões.

Crescimento precisa vir acompanhado de cultura de segurança

Com mais motos nas ruas, especialistas defendem que o crescimento do setor seja acompanhado por educação no trânsito, uso correto dos equipamentos de proteção e condução responsável.

“A motocicleta já não é apenas uma alternativa de mobilidade, mas sim uma escolha definitiva de milhões de brasileiros”, afirmou Wendel Lazko, diretor da Shineray do Brasil.

Para o motociclista, equipar-se adequadamente não significa luxo. Em muitos casos, representa proteção para continuar trabalhando, cuidando da família e retornando para casa em segurança todos os dias.

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